Teste do Pezinho: carinho dos pais ao bebê

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O Teste do Pezinho é um cuidado essencial para garantir a saúde desde a primeira infância. Através deste exame, realizado a partir do terceiro dia de vida do bebê, podem ser diagnosticadas muitas doenças. Em muitos casos, o diagnóstico precoce é fundamental para promover o melhor tratamento.Abaixo, separamos algumas informações que evidenciam a importância desse exame. Confira:

O que é o Teste do Pezinho e como ele é realizado?

O Teste do Pezinho é um conjunto de exames laboratoriais com o objetivo de identificar doenças que, ao nascimento, não apresentam sinais ou sintomas. Também conhecida como triagem neonatal, o Teste do Pezinho já é nacionalmente reconhecido como uma efetiva ferramenta de prevenção e promoção da saúde.

O exame é simples, realizado através da coleta de sangue no calcanhar do bebê. O procedimento é rápido e praticamente indolor. O motivo de ser realizado no calcanhar se dá pelo fato de que este é um local com ampla irrigação sanguínea. Assim, além de facilitar a coleta, reduz o risco de ser necessária sua repetição.

Quem deve fazer o teste e quando?

O Teste do Pezinho é um exame obrigatório e gratuito na rede pública de saúde, para todos os recém-nascidos. É importante destacar que o exame é recomendado inclusive quando não há histórico médico reconhecido de doenças na família.

Para que o teste tenha êxito, é importante realizar a coleta no tempo ideal, que vai do 3º ao 5º dia de vida do bebê. O teste é realizado nas Unidades Básicas de Saúde. Caso a coleta não tenha sido efetuada no período neonatal, é possível realizá-la por punção venosa em duas amostras: papel filtro ou soro.

Doenças que podem ser diagnosticadas no Teste do Pezinho

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças que podem ser diagnosticadas no Teste do Pezinho são:

#Fenilcetonúria:

Os portadores dessa doença não são capazes de dissolver uma substância chamada de fenilalanina, existente no sangue. Desta forma, a fenilalanina se acumula no organismo, sobretudo no cérebro, o que pode levar à deficiência mental.

#Hipotireoidismo Congênito:

Essa doença se dá através da ausência ou redução do hormônio da tireoide que é produzido pelo organismo. Este hormônio é fundamental para o amadurecimento e funcionamento do Sistema Nervoso Central. A falta do hormônio provoca retardo neuropsicomotor, acompanhado de lesões neurológicas irreversíveis, além de outras alterações corporais.

#Doença Falciforme (Hemoglobinopatias):

Nesta doença, os glóbulos vermelhos, diante de certas condições, alteram seu formato e unem-se uns nos outros. Dessa forma, a passagem do sangue nos pequenos vasos do corpo é dificultada, levando à dor e inchaço nas juntas, anemia, “amarelão” entre outras infecções.

#Fibrose Cística:

É uma desordem genética que se caracteriza por infecções crônicas das vias aéreas, o que afeta especialmente pulmões e pâncreas. É um processo obstrutivo, causado pelo aumento da viscosidade do muco. O tratamento do paciente com Fibrose Cística é complexo e consiste em acompanhamento médico regular, que vai desde suporte dietético e suplementação vitamínica (vitaminas A, D, E, K), até a necessidade de fisioterapia respiratória e transplante de pulmão.

*Conforme destaca o Ministério da Saúde, a Fibrose Cística apresenta morbimortalidade muito elevada, com apenas 34% dos pacientes chegando à idade adulta e menos de 10% ultrapassando os 30 anos de idade – a sobrevida média é de 28 anos.

#Hiperplasia Adrenal Congênita:

Também conhecida como HAC, essa doença abrange um conjunto variado de síndromes que se caracterizam por diferentes deficiências enzimáticas na síntese dos esteroides adrenais. Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível melhorar as manifestações clínicas da HAC, que dependem da enzima envolvida e do grau de deficiência enzimática de cada diagnóstico. O tratamento deve ser contínuo ao longo da vida.

#Deficiência de Biotinidase:

Na deficiência de biotinidase (DBT), há um defeito no metabolismo da vitamina biotina, também conhecida como vitamina B7. A doença se manifesta a partir da sétima semana de vida, com distúrbios neurológicos e cutâneos, como crises epilépticas, redução do tônus muscular e da força, microcefalia, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, perda de pelos e/ou cabelos (alopecia) e dermatite eczematoide. Nos pacientes com diagnóstico tardio, observam-se distúrbios visuais e auditivos, assim como atraso motor e de linguagem.

O Teste do Pezinho é um carinho fundamental dos pais ao bebê, Através do diagnóstico precoce de muitas doenças, são maiores as chances de um tratamento mais adequado. Este exame é oferecido na unidade básica de saúde e em laboratórios de análises clínicas, como o Labo. Conte conosco!

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/triagem_neonatal_biologica_manual_tecnico.pdf
http://saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45503-ministerio-da-saude-reforca-a-importancia-do-teste-do-pezinho-entre-o-3-e-5-dia-de-vida
https://www.fcm.unicamp.br/fcm/cipoi/triagem-neonatal/teste-do-pezinho

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